
Logo após o nascimento de Aziz, fenômenos sobrenaturais nunca antes vistos começaram a ocorrer.
O céu, antes azul, de repente assumiu um tom prateado radiante; vozes falando em uma linguagem indecifrável e um canto estranho e misterioso podiam ser ouvidos no mundo todo.
Não importava o que qualquer ser vivo no planeta estivesse fazendo naquele momento — todos, sem exceção, instintivamente pararam para prestar atenção àquele evento incomum. Era como se algo, ou alguém, que eles não conseguiam identificar, tivesse capturado sua atenção sem que eles sequer percebessem.
Para as pessoas comuns, esse dia ficaria, sem dúvida, gravado na memória para o resto da vida.
No entanto, para os seres de poder e autoridade no mundo, era diferente. Mesmo sem saber a origem do fenômeno sobrenatural, nem conseguir decifrar o significado das vozes ou do canto sinistro, eles instintivamente entenderam que, daquele dia em diante, o mundo passaria por mudanças drásticas.
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Enquanto coisas estranhas aconteciam ao redor do mundo, Aziz estava passando por algo semelhante a uma crise existencial.
"Então eu realmente reencarnei?! Pensei que fosse só uma história de fantasia", pensou Aziz, incrédulo, mas já começando a aceitar a situação em que se encontrava — não que tivesse muita escolha.
Afinal, como qualquer jovem do século XXI com acesso à internet, ele já havia se deparado com o termo "reencarnação". Intrigado, leu e assistiu a inúmeras obras sobre o assunto. Foi uma das poucas coisas que realmente despertaram seu interesse pela vida.
"Vamos, meu bebê, a mamãe vai te alimentar", disse a mulher que o segurava nos braços.
Arrancado de seus pensamentos pela voz dela, ele olhou para ela e não pôde deixar de se sentir atordoado mais uma vez.
"Essa linda mulher… é minha mãe?"
No exato momento em que Aziz teve esse pensamento, sentiu como se algo tivesse clicado dentro dele. Experimentando uma sensação nova e estranha — mas incrivelmente boa —, jurou silenciosamente a si mesmo que a estimaria, custasse o que custasse.
Quando a mulher levou o seio à boca dele, ele começou a mamar. Afinal, não há alimento melhor para um recém-nascido do que o leite materno.
Sem perceber, Aziz logo adormeceu enquanto era amamentado pela mãe.
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POV Astrid
"Meu bebê é tão fofo", Astrid murmurou suavemente, cheia de amor e fascínio, enquanto olhava para seu filho adormecido em seus braços.
"Eu me preocupei à toa", pensou Astrid, depois de observar seu bebê por um tempo, sentindo-se agora profundamente aliviada. Como mãe amorosa, era natural que ela se preocupasse quando seu amado bebê nasceu sem emitir um único som — nem mesmo um choro.
Ela só relaxou verdadeiramente depois de examinar completamente o filho com os sentidos e confirmar que ele estava perfeitamente saudável.
Ainda deitada na cama, ela virou a cabeça para a direita e olhou para a janela, coberta por cortinas lindas e finamente trabalhadas. Ela apenas desejou que elas se abrissem — e assim foi. Olhando pela janela, Astrid observou calmamente os fenômenos sobrenaturais que se desenrolavam lá fora.
Ela também ouviu as vozes e o canto misterioso. No entanto, ao contrário de todos no mundo, sabia que a origem daquele fenômeno era o próprio bebê que descansava em seus braços: seu filho amado.
Ela era a única que realmente entendia — embora não o significado exato das palavras, ela conseguia sentir o sentimento que as vozes e o cântico tentavam transmitir. Era como se anunciassem o nascimento de algo nunca antes visto. Algo que nasceu para se elevar acima de tudo e de todos. Um ser nascido para governar. Um ser que nunca deveria se curvar a nada nem a ninguém. Um ser supremo.
"Meu bebê realmente é algo extraordinário", pensou Astrid, sentindo um imenso orgulho por seu amado filho.
"O jovem mestre é realmente adorável, minha senhora", disse uma voz feminina ao lado de Astrid.
Acordada de seus pensamentos de admiração, ela voltou sua atenção para a fonte da voz.
Ísis, sua criada — contra a vontade de Astrid — e amiga de longa data.
Ísis era uma mulher realmente linda, com cabelos loiros brilhantes, olhos dourados como o sol e o corpo curvilíneo de uma mulher madura.
"Isis, você teve algum problema para ativar a runa de ocultação?" Astrid perguntou à mulher recém-chegada.
"Não, minha senhora. Tudo ocorreu como você instruiu", respondeu Ísis calmamente, seu olhar afetuoso fixo no jovem mestre.
"Quantas vezes eu tenho que te dizer para me chamar pelo meu nome, Ísis?", disse Astrid com um tom um pouco irritado.
"Só quando você ordenar, minha senhora", respondeu Ísis em tom brincalhão.
Ao ouvir isso, Astrid ficou ainda mais irritada com a recusa de sua amiga de longa data em chamá-la pelo nome.
Percebendo que Astrid estava realmente ficando irritada, Isis rapidamente mudou de assunto e fez uma pergunta importante:
"Qual será o nome do jovem mestre, minha senhora?", perguntou Ísis, mudando de assunto.
Voltando sua atenção para o bebê, Astrid mergulhou em profunda contemplação sobre o nome que daria ao filho.
"Que nome devo dar ao meu amado...?" Astrid murmurou suavemente, perdida em pensamentos.


